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domingo, 3 de janeiro de 2010

Feliz aniversário, Anastácia!

Assim que comecei a Fellowship, eu contei a história de como virei gateiro, culpando a Anastácia, gatinha dos meus sogros, pelo fato de ter me empolgado com a idéia de ter meus próprios filhotes mientos.

Ela própria protagonista de uma história que, como muitas, iniciam-se tristes e têm uma continuação feliz (final é só quando acaba, né? ;)), foi quem me deu o primeiro cutucão pra que me tornasse o pai gateiro feliz e orgulhoso que sou hoje.

E, por falar em hoje, hoje é justamente o dia dela! A titia do Drizzt, da Nami e do Arthas está fazendo seis aninhos! A melhor caçadora de gnus e (des)fazedora felina de quebra-cabeças de Florianópolis! XD
Parabéns, Anastácia! Que você ainda tenha muitos anos de alegria, mimos, coisinhas pequenas pra derrubar do balcão, comidinha gostosa, Ninagens e amor dos meus queridos sogrões! ;D

domingo, 30 de novembro de 2008

Capítulo II: A Sombra do Passado

Resumindo o meu histórico: há até não muito tempo, eu vivia com os meus pais, e os únicos bichos que pude ter por mais tempo sob os meus cuidados foram peixes. Não que meus pais não gostem de bichos, eles só não queriam o trabalho—tampouco tinham condições de arcar com os custos. Uma vez isso até quase foi mudado: quando tinha mais ou menos dez anos de idade (nossa, faz tempo, isso XD), eu cheguei a ter um dobberman marrom, chamado Alf, que de ameaçador só tinha a cara, pois ele era mais lambão que os poodles bobos da rua. :P

O cachorro, no entanto, passou pouco tempo lá em casa. Eu, pequeno, não tinha o senso de responsabilidade que devia, daí só queria o bicho pra brincar. Como quem acabava tomando conta dele era o meu pai, ele acabou se enchendo e doando o bicho. Mas, nossa, lembro do dia da separação até hoje...engraçado que, até este exato momento, eu sequer tinha pensado que o coitado do Alf, se ainda estiver vivo (o que é bem difícil), deve estar beeeeem velhinho...

Daí que eu estou morando só há um ano e meio. Nesse meio tempo, fui arrumado por uma namorada sem igual, que me aguenta até hoje. Os pais dela têm uma gata, que faz juz ao que todo mundo não-gateiro pensa dos gatos: mimada, birrenta e enjoada, é, praticamente, uma imperatriz—chamada Anastasia. Durante uma longa viagem dos meus sogros, ela foi deixada aos cuidados da minha namorada e sua irmã. E, nesse meio tempo, a gata não parecia mesmo se bicar com ninguém, a menos que quisesse algo (como acordar a casa inteira às seis da manhã pra ter companhia enquanto comia :P). E eu, que até então achava gatos legais, mas nem me alterava muito, tava com essa imagem birrada dela também: ela no canto dela, eu no meu.

Até que uma noite, enquanto eu dormia lá, no meio da noite, o susto do fim do mundo! tá a dita-cuja deitada no colchão, onde deveriam estar as minhas pernas, se degladiando pra tirá-las de seu local de sono! Eu acordo possesso, mas aí vem a Pá (a minha amada ^.^), com a frase que mudou o meu mundo: "Se ela foi aí, é porque ela confia em ti!"

Não sei que revestrés isso deu na minha vida, eu me apaixonei pela gata. :P

Continua...