Mostrando postagens com marcador gatinhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gatinhos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de abril de 2009

Aula de imobilização de gatitos

Ontem, quando cheguei em casa tarde da noite, tomei um baita susto: tinha uma meleca preta escorrendo do ouvido direito do Arthas. Há uns dois meses, ele tinha sofrido dum caso de otite parasital, que eu tratei a base de remédio. Fui com ele e a Nami hoje cedo na dra. Angélica (já que a Gôda também tava se coçando, mesmo sem a nojeira), e ela constatou que não apenas o problema voltou, como infeccionado e bem mais feio que antes. Então, ela injetou antibiótico nos dois e eu fiquei incumbido da missão mais difícil da coisa: pingar remédio nos ouvidinhos deles. ^^'

Pra minha surpresa, eu consegui desenvolver um método de imobilização de gato altamente funcional: segurando pelo couro da nuca (o velho método de carregar gatinho), eu imprenso o bichano na cama, enlaçando ele com o resto do braço e, num trabalho misto dos dedos da mão que já estão segurando o gatinho, eu entorto a cabeça dele pra deixar o ouvido pra cima e exposto. Orgulhosamente, lembra muito a técnica de imobilização que o Conrado usou quando surpreendentemente segurou o Arthas quando veio aqui. :)
Deixa de ser um processo traumático (pra eles e pra mim)? De jeito nenhum. Mas considerando as experiências que já tive em dar remédios pra Gataria, essa está sendo, de longe, a mais sossegada. ^^'
No final da briga, ainda seguro pra eles não chacoalharem ou coçarem o remédio por uns dois minutos e, no final, Snackitos pra compensar o stress que o pai causou (inclusive pro Drizzt, pra tentar evitar acesso de ciúme pela atenção que eu tenho dado aos outros dois).

Quando a Pá vier por aqui, tiro foto do método pra ilustrar, caso alguém precise de ajuda. ^^'

Só falta resolver o mistério: a dra. Angélica falou que o caso do Arthas ficou sério, porque parecia ter ÁGUA no ouvidinho dele! Tô me perguntando agora o que que pode ter acontecido pra isso acontecer. Acho difícil que seja chuva quando ele tá na janela (ele demora pra perceber :P).

domingo, 30 de novembro de 2008

Capítulo II: A Sombra do Passado

Resumindo o meu histórico: há até não muito tempo, eu vivia com os meus pais, e os únicos bichos que pude ter por mais tempo sob os meus cuidados foram peixes. Não que meus pais não gostem de bichos, eles só não queriam o trabalho—tampouco tinham condições de arcar com os custos. Uma vez isso até quase foi mudado: quando tinha mais ou menos dez anos de idade (nossa, faz tempo, isso XD), eu cheguei a ter um dobberman marrom, chamado Alf, que de ameaçador só tinha a cara, pois ele era mais lambão que os poodles bobos da rua. :P

O cachorro, no entanto, passou pouco tempo lá em casa. Eu, pequeno, não tinha o senso de responsabilidade que devia, daí só queria o bicho pra brincar. Como quem acabava tomando conta dele era o meu pai, ele acabou se enchendo e doando o bicho. Mas, nossa, lembro do dia da separação até hoje...engraçado que, até este exato momento, eu sequer tinha pensado que o coitado do Alf, se ainda estiver vivo (o que é bem difícil), deve estar beeeeem velhinho...

Daí que eu estou morando só há um ano e meio. Nesse meio tempo, fui arrumado por uma namorada sem igual, que me aguenta até hoje. Os pais dela têm uma gata, que faz juz ao que todo mundo não-gateiro pensa dos gatos: mimada, birrenta e enjoada, é, praticamente, uma imperatriz—chamada Anastasia. Durante uma longa viagem dos meus sogros, ela foi deixada aos cuidados da minha namorada e sua irmã. E, nesse meio tempo, a gata não parecia mesmo se bicar com ninguém, a menos que quisesse algo (como acordar a casa inteira às seis da manhã pra ter companhia enquanto comia :P). E eu, que até então achava gatos legais, mas nem me alterava muito, tava com essa imagem birrada dela também: ela no canto dela, eu no meu.

Até que uma noite, enquanto eu dormia lá, no meio da noite, o susto do fim do mundo! tá a dita-cuja deitada no colchão, onde deveriam estar as minhas pernas, se degladiando pra tirá-las de seu local de sono! Eu acordo possesso, mas aí vem a Pá (a minha amada ^.^), com a frase que mudou o meu mundo: "Se ela foi aí, é porque ela confia em ti!"

Não sei que revestrés isso deu na minha vida, eu me apaixonei pela gata. :P

Continua...

Capítulo I: Uma Festa Muito Esperada

Bom, eu tenho que começar isso aqui de alguma forma, né? Posterguei bastante, e tenho quase seis meses de história pra contar retroativamente, de muito trabalho, muita confusão, muita bagunça, muitos momentos de stress (naturais, quando se lida com outras criaturas com temperamento igualmente forte... ^^'), mas, acima de tudo, muito amor que rege a minha vida desde que essas criaturinhas mientas entraram na minha vida.

Aqui começam os relatos da minha vida, uma vida outrora simplesmente nerdzinha, que foi transformada com a inserção de três criaturinhas maravilhosas que hoje estão sob os meus cuidados, minhas responsabilidades.

Senhoras e senhores, aqui começa a ser narrada a história da Fellowship of the Kittehs: a Sociedade dos Gatitos. :)

(Sim, o título do blog é em homenagem a O Senhor dos Anéis, e o nome do post é, de fato, o nome do primeiro capítulo do primeiro livro... XD)